Tenho percebido que essa vida frenética oferecida pelo séc XXI tem nos afastado de sensações e percepções peculiares a boa convivência. O tempo ficou curto para olhar nos olhos, conversar à mesa do jantar, abraçar sem motivos. E a confiança? Um acessório de luxo com o qual não podemos contar sempre.
O fato é que a confiança é um fator chave para qualquer tipo de relação que possa ser construída. Ela é a liga, o elo para que algo possa ser desenvolvido em grupo, desde uma amizade até grandes conjurações de negócios ou mesmo um relacionamento amoroso.
E quanto a dança?
Como aceitar, segurar as mãos, abraçar, dividir a mesma cinergia por 3 minutos de uma música sem confiar?
Digo que na dança de salão alguém analisa, projeta e propõe, e alguém aceita e executa o projeto. Dessa forma se concebe uma grande equipe a dois onde a confiança deve ser a pilastra principal, e só assim então se garante o sucesso do projeto.
Quando nos propomos a dançar nos propomos a viver, nos despir das amarras cotidianas, nos expor diante de nossa realidade e enxergar nossas dificuldades, falhas, temos a chance de sermos humanos e confiar de que assim podemos crescer.
